Fisioterapia Osteoartrose
Informar-lo sobre a importância do repouso da proteção articular da conservação da energia e da realização da ADM. Ensinar o programa de exercícios em domicílios e modificações de atividades que conservem energia e minimizem a sobrecarga na articulação (KISNER, 2004). 15.2-Alivio da dor Energia eletromagnética de pulso ou inductotermia é efetiva,para alguns pacientes, principalmente para reduzir uma dor obtusa. O aumento localizado do fluxo sanguínio arterial pode melhorar a nutrição da cartilagem articular. Calor superficial radiação infravermelha, bolsa de água quente ou uma compressa quente podem trazer alivio para os pacientes, principalmente onde há espasmos muscular associado e a dor é exacerbada pelo frio. A compressa quente é mais segura porque o calor começa a uma determinada temperatura e sai esfriando. Ultra-som é útil para tratar o edema crônico porque amolece o liquido e libera o tecido cicatricial, de modo que os exercícios subsequentes podem ser eficientes em reduzir o edema e reduzir o edema e obter alivio da dor, especialmente a profunda e continua (THOMSON, 2002). Os exercícios livres e as mobilizações para a restauração da mobilidade e melhora e melhora da circulação podem contribuir para o alívio da dor. A TENS em pacientes com OA de joelhos tem como objetivo terapêutico provocar a diminuição da dor e, assim, melhorar a atividade funcional. Com a utilização de escalas de dor, que facilitou o entendimento da doença, é possível tratar e diminuir os sintomas que limitam muito os indivíduos. Nossos resultados sugerem que a TENS pode ser utilizada como uma terapia coadjuvante ao tratamento de paciente com OA em joelho, proporcionando redução da ingestão de medicamentos quando for indicada e diminuindo de custos com a medicação com a devida orientação. A TENS, aplicada na periferia, ou seja, no local da lesão, ativa as fibras aferentes primárias. Essa informação é transmitida para a medula espinhal e o resultado é a inibição tanto no local como nas vias descendentes inibitórias, medula ventromedial rostral (RVM); envolve 5-HT opioides, que podem ser ativados pela substância cinzenta periaquedutal. Estudos anteriores mostram que os receptores opioides na medula espinal e RVM e receptores serotoninérgicos, muscarínicos na medula espinhal, mediam a redução da hiperalgesia pela TENS (MORGAN, 2011). 10 16-Fortalecimentos Musculares Ganho de massa muscular, Quadríceps, em intervalos musculares durante todo o dia, é bom praticar contrações de variação internas mantidas até a contagem de 5. Podem ser realizadas em pé sentada ou deitada. Para o levantamento de peso o paciente fica deitado semicurvado, com um peso ligado à perna estendida. São dadas as instruções para manter o joelho estendido e levantar a perna até o outro nível da coxa. Um programa geral pode adequado pode para a forma física pode atingir uma função de melhora de quadríceps. Abdutores do quadril: O paciente deita de lado com a perna fica em baixo flexionada para dar estabilidade; pode-se ligar um peso à perna, logo acima do tornozelo. O joelho é mantido reto com os artelhos apontado para frente e a perna ligeiramente elevada lentamente 10 vezes ao dia. Isso mantém a flexão e extensão do quadril. Extensão do quadril: o paciente deita em decúbito ventral cada perna é elevada em extensão alterada e lentamente. Essa posição é importante para o paciente praticar, pois estira as estruturas da coxa na região anterior do quadril. 17-As técnicas de facilitação neuromusculares proprioceptivas (FNP) Apropriadas são reversões lentas (no padrão para todo o membro, assim como modificar para trabalhar em um nível articular especifico) apropriadas às necessidades do paciente (THOMSON, 2002). 18-Orteses e equipamentos de auxílio à marcha Também podem ser indicados quando ha necessidade de melhora, auxiliar ou substituir uma função. Estabilização media da patela, através de goteiras elásticas, é efetiva no tratamento da sintomatologia dolorosa da osteoartrite femuro-patelar. Palmilhas anti-varo, associadas à estabilização de tornozelo são eficientes na melhora da dor e função do compartimento medial do joelho. Alongamentos- flexibilidade, como parte da cinesioterapia (COIMBRA, 2004). 19-Discursão Para POZZI 1998), o tratamento deve levar em conta o nível de limitação funcional, deformidades ósseas, constatações clinicas articulares, estágio da artrose e motivação do paciente.As próteses são intervenções confiáveis, mas que tem restrições para praticantes de esporte, sendo ótimas para sedentários de membro inferior, indicadas para total lesão da cartilagem e limitação de movimentos. As osteotomias paleativas corretiva e o conservador através de uma reeducação postural e muscular sendo de grande valia no paleativo da dor e aumento da força muscular. (ROSA, 2000), cita como tratamento o controle de peso, diminuição do estresse articular, conservador e cirúrgico. (CAMANHO, 2001) cita além das intervenções cirúrgicas como osteotomias, artroscopia com uso da radiofreqüência para retirada da cartilagem doente e estimulação da formação da fibrocartilagem, cultura de condrócitos e tratamento conservador com controle de peso, diminuição do stress articular e reforço muscular, a mosaicoplastia. Esta é descrita por (HANGODY, 1996), que se baseia no fato de retirar enxerto da cartilagem sadia e implantá-la no local comprometido, para lesões 11 menores de 2 cm em indivíduos de até 45 anos, e que, recentes avanços tem demonstrado que a resolução da artrose de joelho poderá ser por meios biológicos e não cirúrgicos. Em síntese, para os autores a conduta clínica irá depender da avaliação do paciente e baseia-se nas intervenções cirúrgicas e no tratamento conservador, principalmente através da reeducação muscular, onde acreditam ser de grande valia para o paciente. (LIMEIRA, 2002), citando (GORDON, 1995), relata que uma semana de imobilização articular é o suficiente para reduzir em trinta por cento o tônus muscular, atrofia e perda de força. Colaborando com este pensamento, (SÁ, 2001), relata que a limitação funcional leva a incapacidade, limitando as AVDS e qualidade de vida, sendo, portanto benéfico à prática de exercício. Existe um consenso entre os autores acima, de que a diminuição da força muscular, leva a uma incapacidade funcional. (MARQUES, 1998) relata em seu estudo que o exercício melhora e mantém a força muscular, aumentando a densidade óssea e diminuindo a dor. Para (SEDA, 1996), a maioria dos indivíduos com osteoartrose obtém benefícios com a prescrição correta de exercícios no controle da dor e manutenção da função articular, evitando microtraumas. (BIASOLI, 2003), descrevem a reabilitação física sendo uma das formas de tratamento não farmacológico para casos discretos a moderados de osteoartrite, que oferece excelente resposta quando bem indicada, atuando no controle da dor e na manutenção da função articular e da musculatura que atua na articulação afetada. Segundo (LIMEIRA, 2002), pesquisas feitas na escola de medicina da universidade de Indiana, indicam que pessoas que fazem exercícios apropriados e regulares para manter os músculos do quadríceps mais fortes podem ajudar a diminuir a degeneração da articulação artrosada, controlando o impacto do pé sobre o solo durante a marcha, reduzindo o stress sobre a articulação do joelho, diminuindo a dor e a necessidade de cirurgia nos casos mais severos. (MOREIRA, 2001), comenta que a prescrição de exercícios irá depender dos interesses e estado de saúde do paciente, sendo, portanto modificado dependendo do estágio da patologia. Para (BIASOLI, 2003), a escolha da modalidade da reabilitação física depende de fatores a ser considerados individualmente, sendo os exercícios isométricos para situações de repouso prolongado e dor, produzindo força muscular e retardando a atrofia; já os isotônicos realizados de forma concêntrica ou excêntrica, com níveis variados de carga e velocidade, em situações de ausência de dor e pouco desgaste articular, sendo mais efetivos no ganho de massa muscular, resistência e equilíbrio. Os isocinéticos são usados em equipamentos especializados e também produzem aumento de massa muscular e resistência; sendo todos eles continuamente ajustados de acordo com a necessidade e limite do paciente. Para (BIASOLI, 2003), um profissional bem treinado é indispensável para que bons resultados sejam alcançados e que a orientação deve ser feita de maneira específica e individualizada a cada paciente, completando o pensamento a prática de exercícios deve ser estimulada, porém sob orientação de um profissional habilitado. De acordo com (MARQUES, 1998), o fortalecimento muscular é importante por diminuir a incapacidade do paciente, podendo ser usado exercícios isométricos inicialmente quando houver dor e inflamação, evoluindo para os isotônicos ao controlar os sintomas, dando ao paciente aumento de força e capacidade aeróbica e funcional; devendo o terapeuta ficar atento quanto ao excesso de exercício no caso de surgimento de dor e edema. (MARQUES, 1998) e (FISCH, 1991) relatam o consenso dos autores estudados de um quadro clinico de diminuição da força, velocidade e torque do grupo muscular do membro inferior afetado e capacidade 12 aeróbica dos pacientes com osteoartrite, quando comparados com indivíduos saudáveis, que leva a perda da função e a incapacidade, pois são os músculos os principais estabilizadores e absorvedores de choque, sendo necessário um programa de exercícios a esses pacientes para melhora do quadro clinico e funcional. (BUMMING e MATERSON, 1991) fazem referência favorável à prática de exercícios na osteoartrose, melhorando a força muscular, biomecânica e diminuição da dor. (ZAWADSKI e VAGETTI, 2005) citam em seu estudo realizado com idosos, a musculação como prática de exercícios que evita e atenua os problemas de saúde como artrose, além de melhorar o sistema cardiovascular, beneficiando o paciente de uma forma geral desde aqueles que possuem alguma patologia aos que não apresentam queixa de saúde, evitando problemas futuros e retardando o surgimento de complicações. Salienta também que, exercícios corretamente prescritos e orientados, desempenham importante papel na prevenção, conservação e recuperação da capacidade funcional. Albuquerque (2004) estudou seis pacientes, sendo cinco do sexo feminino e um masculino acometidos com osteoartrite, utilizando um programa de tratamento com alongamento, eletroterapia e exercícios com peso livre de um kg evoluindo para dois kg com três repetições de dez vezes, duas vezes por semana por 45 dias para flexores e extensores de joelho, flexores e extensores de quadril. Os resultados obtidos foram aumento da amplitude de movimento, força , resistência muscular, estabilidade , equilíbrio , melhora do quadro álgico e realização das atividades de vida diária (AVDS). Em seu trabalho (LIMEIRA, 2002) relata exercícios físicos simples e de baixa intensidade como parte do tratamento na osteoartrose, e isotônicos quando orientados a musculatura são eficientes para o fortalecimento muscular, além de intensificar a capacidade aeróbica devido à melhora da função muscular. Para Sá (2001), estes são mais eficientes do que os globais que envolvem subir e descer escadas, levantar da cadeira, treino de marcha. Hall e (BRODY, 2004) observaram que o fortalecimento da musculatura do membro inferior é fundamental para obter o equilíbrio muscular à articulação com osteoartrite, e devem-se prescrever exercícios isométricos nos estágios severos com três séries de 20 segundos de contração, já os dinâmicos indicados nas fases crônicas e ausência de dor, com pouca carga e repetições em angulações seguras, sendo as cargas aumentadas gradativamente. Esses exercícios devem ser realizados três vezes por semana. Para (COIMBRA, 2003), indivíduos com artrite de joelho, devem ser tratados com alongamento, condicionamento aeróbico e fortalecimento do quadríceps sob orientação de um profissional.



